<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!-- generator="wordpress/1.5.1-alpha" -->
<rss version="2.0" 
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
>

<channel>
	<title>Estratégias de Comunicação I e II em linha (IslaGaia 0708)</title>
	<link>http://estrategias0708.blogsome.com</link>
	<description>O blogue de suporte às aulas de Estratégias de Comunicação I e II</description>
	<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 10:50:23 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=1.5.1-alpha</generator>
	<language>en</language>

		<item>
		<title>EC2 tem novo blogue</title>
		<link>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/03/04/ec2-tem-novo-blogue/</link>
		<comments>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/03/04/ec2-tem-novo-blogue/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 10:50:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
	<category>Apoios</category>
		<guid>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/03/04/ec2-tem-novo-blogue/</guid>
		<description><![CDATA[	Este n&atilde;o será o blogue de apoio a Estratégias de Comunica&ccedil;&atilde;o II.
	Para acompanhar a matéria e outras informa&ccedil;&otilde;es, o endere&ccedil;o é:
	http://ecdois0708.blogspot.com/
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><font><strong>Este n&atilde;o será o blogue de apoio a Estratégias de Comunica&ccedil;&atilde;o II.</strong></font></p>
	<p><font><strong>Para acompanhar a matéria e outras informa&ccedil;&otilde;es, o endere&ccedil;o é:</strong></font></p>
	<p><a href="http://ecdois0708.blogspot.com/"><font><strong>http://ecdois0708.blogspot.com/</strong></font></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/03/04/ec2-tem-novo-blogue/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Avaliação dos relatórios sobre Os Homens do Presidente</title>
		<link>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/01/30/avaliacao-dos-relatorios-sobre-os-homens-do-presidente/</link>
		<comments>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/01/30/avaliacao-dos-relatorios-sobre-os-homens-do-presidente/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 11:41:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
	<category>Textos</category>
		<guid>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/01/30/avaliacao-dos-relatorios-sobre-os-homens-do-presidente/</guid>
		<description><![CDATA[	Já está no blogue de apoio &agrave; série Os Homens do Presidente uma indica&ccedil;&atilde;o sobre a avalia&ccedil;&atilde;o

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Já está no blogue de apoio &agrave; série Os Homens do Presidente uma indica&ccedil;&atilde;o sobre a avalia&ccedil;&atilde;o
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/01/30/avaliacao-dos-relatorios-sobre-os-homens-do-presidente/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Aula 13</title>
		<link>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/01/14/aula-13/</link>
		<comments>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/01/14/aula-13/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Jan 2008 17:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
	<category>Sumários</category>
		<guid>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/01/14/aula-13/</guid>
		<description><![CDATA[	Sumário: 1) Reflex&otilde;es sobre a matéria do semestre 2) recep&ccedil;&atilde;o dos relatórios de Os Homens do Presidente
	1)
	A ideia de marketing e de media&ccedil;&atilde;o
	Marketing &ndash; publicidade &ndash; rela&ccedil;&otilde;es públicas
	Características das RP
	A má imagem do marketing e das rela&ccedil;&otilde;es públicas
	As empresas de rela&ccedil;&otilde;es publicas (servi&ccedil;os, vantagens e desvantagens)
	A assessoria de imprensa (o que é e o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Sumário: 1) Reflex&otilde;es sobre a matéria do semestre 2) recep&ccedil;&atilde;o dos relatórios de Os Homens do Presidente</p>
	<p>1)</p>
	<p class="MsoNormal"><font>A ideia de marketing e de media&ccedil;&atilde;o</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>Marketing &ndash; publicidade &ndash; rela&ccedil;&otilde;es públicas</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>Características das RP</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>A má imagem do marketing e das rela&ccedil;&otilde;es públicas</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>As empresas de rela&ccedil;&otilde;es publicas (servi&ccedil;os, vantagens e desvantagens)</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>A assessoria de imprensa (o que é e o que faz)</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>O press release</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>Comunica&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de crises</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>O vai e vem e a promiscuidade</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>A verdade e a mentira</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>As press&otilde;es sobre os jornalistas (para que publiquem tudo)</font></p>
	<p><font>&nbsp;</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>OS HOMENS DO PRESIDENTE</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>- o trabalho de CJ Cregg: assessoria de imprensa, o papel do assessor <em>vs </em>o papel do protagonista; a ética do assessor; (abafar e dar em troca); a constante negocia&ccedil;&atilde;o com os jornalistas; e rela&ccedil;&atilde;o tensa (quem ganha); sentimentos pessoais e profiss&atilde;o; a comunica&ccedil;&atilde;o de crise: quem fala, dizer a verdade, pedir desculpas e lidar com a verdade;</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font /></p>
	<p class="MsoNormal"><font>2)</font><font>RELATÓRIO:</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>a) Os alunos que se inscreveram na avalia&ccedil;&atilde;o distribuída (ou continua) ter&atilde;o de apresentar um texto (a que aqui chamamos relatório) no dia 16 de Janeiro. Os alunos que n&atilde;o puderem comparecer a essa aula e tenham &lsquo;relatório&rsquo; poder&atilde;o fazer chegar atempadamente ou dar conta do endere&ccedil;o onde se encontra;</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>b) O relatório pode ser apresentado em papel ou via email (ou, até, numa página da net) e deverá ter até 10 páginas (ou o equivalente em caracteres, cerca de 3 mil, sem espa&ccedil;os, por página);</font></p>
	<p class="MsoNormal"><strong><font>c) Mais uma vez se explica que o que se pretende é que os alunos desenvolvam - &agrave; luz do que viram e do que procuraram/encontraram, neste blogue e noutras fontes, as mais diversas&nbsp;- sobre este tópico: </font></strong><a href="http://oshomensdopresidente.blogsome.com/2007/10/07/algumas-notas-metodologicas/" target="_self"><strong><span><font>&laquo;A verdade da fic&ccedil;&atilde;o&raquo; em Os Homens do Presidente</font></span></strong></a><strong><font>. Mas,&nbsp;de todo o universo de ideias de&nbsp;Os Homens do Presidente, </font></strong><a href="http://oshomensdopresidente.blogsome.com/2007/10/21/nota-aos-alunos/" target="_self"><strong><span><font>apenas sobre os tópicos que s&atilde;o colocados no blogue, por episódio, e n&atilde;o sobre toda a história</font></span></strong></a><strong><font>, que segue várias linhas e tem diversos &acirc;ngulos (politicos, suspense, intriga, romance, etc). Repito: apenas sobre os que est&atilde;o relacionados com a matéria da disciplina. Sendo </font></strong><a href="http://oshomensdopresidente.blogsome.com/2007/10/07/p2/" target="_self"><strong><span><font>uma série de fic&ccedil;&atilde;o, e nem sequer estando anunciada como sendo baseada em factos reais, que valor tem esta fic&ccedil;&atilde;o?</font></span></strong></a></p>
	<p class="MsoNormal"><font>d) O relatório será sobretudo - do meu ponto de vista - um exercício de criatividade e de reflex&atilde;o, em que ser&atilde;o avaliadas as capacidades (uma vez que n&atilde;o há uma resposta certa):</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>-&nbsp;de desenvolvimento do tópico essencial (como est&atilde;o &lsquo;defendidas&rsquo; as ideias expressas pelos alunos);</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>- de express&atilde;o (é um texto feito com mais tempo e outras preocupa&ccedil;&otilde;es);</font></p>
	<p class="MsoNormal"><font>- de reflex&atilde;o&nbsp;(a capacidade do aluno reflectir sobre um tópico proposto e de o relacionar com o que viu, com o que sabe, com o que pensa, com o que aprendeu);</font></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/01/14/aula-13/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Aula 12</title>
		<link>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/01/08/aula-12/</link>
		<comments>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/01/08/aula-12/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 12:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
	<category>Sumários</category>
		<guid>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/01/08/aula-12/</guid>
		<description><![CDATA[	Sumário: dois&nbsp;ex-alunos do curso de comunica&ccedil;&atilde;o do ISLA falam das suas experi&ecirc;ncias na assessoria de imprensa (e no jornalismo)
	&nbsp;
	Os alunos podem e devem esclarecer quest&otilde;es (sobretudo aquelas que se relacionam com a matéria dada neste semestre e que estes&nbsp;ex-colegas puderam, de alguma forma, experimentar) 
	&nbsp;
	(Próxima aula: 16/1: entrega dos relatórios&nbsp;sobre os Homens do Presidente e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p class="MsoNormal">Sumário: dois&nbsp;ex-alunos do curso de comunica&ccedil;&atilde;o do ISLA falam das suas experi&ecirc;ncias na assessoria de imprensa (e no jornalismo)</p>
	<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">Os alunos podem e devem esclarecer quest&otilde;es (sobretudo aquelas que se relacionam com a matéria dada neste semestre e que estes&nbsp;ex-colegas puderam, de alguma forma, experimentar) </p>
	<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">(Próxima aula: 16/1: entrega dos relatórios&nbsp;sobre os Homens do Presidente e <strong>esclarecimento de dúvidas</strong> que os alunos manifestem para o teste; espero que tragam dúvidas, mais do que ficar &agrave; espera da aula de revis&atilde;o) </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estrategias0708.blogsome.com/2008/01/08/aula-12/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Aula 11</title>
		<link>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/12/17/aula-11/</link>
		<comments>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/12/17/aula-11/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Dec 2007 14:09:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
	<category>Sumários</category>
		<guid>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/12/17/aula-11/</guid>
		<description><![CDATA[	Sumário: Ética e deontologia na assessoria de imprensa II (Da verdade, da mentira e das press&otilde;es junto dos jornalistas) 

CONTEXTO:
	1) Como convencer os jornalistas: 
	- com boas campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o (com informa&ccedil;&otilde;es que tenham valor mediático), bons eventos, boas ac&ccedil;&otilde;es de marketing; 
	- através de algum tipo de chantagem (pela positiva ou pela negativa)
- ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><font>Sumário: <strong>Ética e deontologia na assessoria de imprensa II (Da verdade, da mentira e das press&otilde;es junto dos jornalistas) </strong></font></p>
<font /><font>
<p><font>CONTEXTO:</font></p>
	<p><font>1) Como convencer os jornalistas: </font></p>
	<p><font>- com <strong>boas campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o</strong> (com informa&ccedil;&otilde;es que tenham valor mediático), bons eventos, boas ac&ccedil;&otilde;es de marketing; </font></p>
	<p><font>- através de algum tipo de <strong>chantagem </strong>(pela positiva ou pela negativa)</font></p>
</font><font>- ou pela via financeira (<strong>corrup&ccedil;&atilde;o);</strong> este acaba sempre por ser um mau caminho (comprar um apenas, um em cada, e se este falha ou é substituído na redac&ccedil;&atilde;o; dá nas vistas? E se o próprio denuncia; como se chega a um jornalista corrupto; quanto custo? Sabe-se?) A corrup&ccedil;&atilde;o dos jornalistas faz parte da mitologia dos empreendedores: famosa frase de Bernard Tapie (para qu&ecirc; comprar um jornal quando se pode comprar um jornalista?&rdquo;) ou aquele político brasileiro que disse: n&atilde;o d&ecirc;s notícias a um jornalista que quer dinheiro nem dinheiro a um jornalista que quer notícias&hellip; </font><a href="http://irrealtv.blogspot.com/2006/05/emdio-rangel-e-o-jornalismo-sujo.html" target="_self"><font><em>&laquo;Há ag&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o social com jornalistas aven&ccedil;ados das formas mais variadas para o servi&ccedil;o sujo, para silenciar e comprar estratégias comunicacionais, para fabricar heróis, construir imagens positivas ou para destruir a imagem de alguém (&#8230;) O mau jornalismo tem vindo a impor-se e a ganhar muitas batalhas ao bom jornalismo. No mundo da política, ent&atilde;o, assume propor&ccedil;&otilde;es alarmantes perante a indiferen&ccedil;a do Estado, do Governo, da tutela dos jornalistas&rdquo;.</em></font></a><em> </em>
<p><font>2) É provável que quanto mais ambiciosa for a entidade representada/iniciativa menos inocente seja o contacto; </font></p>
<font /><font>QUEST&Atilde;O CENTRAL: Será que o jornalista se apercebe que cada vez mais o assessor que lhe telefona ou lhe envia um documento o está (ou pode estar) a manipular? <strong><u>Será que o jornalista tem a consci&ecirc;ncia que é interveniente num processo de factura&ccedil;&atilde;o, de vendas, de campanhas promocionais </u></strong></font><font><font /></font><font>3) </font>&nbsp;<font>A grande quest&atilde;o é que &agrave; medida que as estratégias de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais complexas também s&atilde;o mais subtis, mais dissimuladas; para que o jornalista n&atilde;o perceba e n&atilde;o aumente as defesas (n&atilde;o desconfie); ora &ndash; voltando ao princípio &ndash; quanto mais dissimulada precisar de ser uma campanha, mais subtil, mais precisa desde o início da interven&ccedil;&atilde;o dos assessores na sua defini&ccedil;&atilde;o, logo na origem! Assiste-se portanto a uma dupla complexifica&ccedil;&atilde;o: <strong>campanhas mais agressivas, mais ambiciosas, com voos mais altos (com mais instrumentos, mais persuas&atilde;o); mas ao mesmo tempo mais subtis, mais suaves</strong> (os jornalistas, por regra, recusam-se a participar quando percebem ou quando acham que est&atilde;o a fazer parte de uma campanha, de uma estratégia comercial/promocional); é fundamental que n&atilde;o percebam&#8230;<br /></font><font /><font>4) A partir do momento em que as agendas de jornalista e assessor n&atilde;o coincidem e que o assessor n&atilde;o se preocupa apenas com as notícias positivas, mas quer minimizar as negativas, é provável que surja a</font>&nbsp; <font>MENTIRA: uma rela&ccedil;&atilde;o assessor-jornalista faz-se assente em determinados princípios, um dos quais é a credibilidade/honestidade da rela&ccedil;&atilde;o (outro é haver informa&ccedil;&atilde;o, se n&atilde;o é inútil); <strong>a mentira é uma solu&ccedil;&atilde;o de curto-prazo&#8230; </strong>Um assessor que mente regularmente é um assessor que tem deixar de o ser, porque ninguém acredita nele (ent&atilde;o também é mau para a empresa, tem de arranjar outro&#8230;);</font>&nbsp;&nbsp;<font><strong><u>O que fazer quando n&atilde;o se pode dizer a verdade?</u></strong> GRANDE DILEMA; se se diz que há qualquer coisa mas n&atilde;o se pode dizer (honesto) está a indiciar-se que há problema e a convidar o jornalista a investigar, mas mentir é muito pior; mais vale pedir algum tempo, tentar negociar com ele, tentar uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a, OUTROS TENTAM N&Atilde;O RESPONDER (evitam os jornalistas, ganham tempo, fogem); a omiss&atilde;o é t&atilde;o grave quanto n&atilde;o dizer a verdade? A mentira resulta da conjuga&ccedil;&atilde;o de vários factores, como o estatuto precário do assessor, o seu envolvimento na estratégia e a necessidade de convencer os jornalistas;</font><font>
<p><font>5) Códigos de ética: <strong>há um código de ética na APECOM</strong> (para as empresas associadas) mas que n&atilde;o é controlado, n&atilde;o há um exercício legal da profiss&atilde;o (uma ordem ou um conselho deontológico) que possa penalizar e zelar pelo cumprimento; n&atilde;o há onde apresentar uma queixa&#8230; cada um imp&otilde;e a si próprio um código e um conjunto de regras mas n&atilde;o há um escrutínio exterior do seu comportamento profissional (n&atilde;o est&atilde;o sujeitos a valores como verdade, transpar&ecirc;ncia, equidade e igualdade); os assessores individualmente ainda se encontram mais isolados;</font></p>
</font><font /><font><strong>Uma cita&ccedil;&atilde;o:</strong><br />&ldquo;O hábito desagradável de mentir em política é uma característica dos regimes democráticos (e outros). A convic&ccedil;&atilde;o dos políticos de que metade da política é imagina&ccedil;&atilde;o e a outra metade é a arte de levar as pessoas a acreditarem em fantasias, sejam quais forem &laquo;os factos&raquo;, é extravagante; a velha máxima de que só poderemos entender os políticos se lhes olharmos para os pés e n&atilde;o para a boca continua a ser verdadeira. O hábito de mentir é em parte uma heran&ccedil;a do início do período moderno.&rdquo;<br />KEANE, John, A Democracia e os Media, Temas e Debates, Lisboa, 1991, pág. 105</font><font /><font /><font>6)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<font>PRESS&Otilde;ES: formas de pressionar/convencer os jornalistas (legitimas e ilegítimas) (</font><a href="http://livrovirtual.weblog.com.pt/"><font>vários textos/exemplos</font></a><font>)</font><font>
<p><font>- com boas campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o (com informa&ccedil;&otilde;es que tenham valor mediático), bons eventos, boas ac&ccedil;&otilde;es de marketing; </font></p>
	<p><font>- </font><a href="http://livrovirtual.weblog.com.pt/arquivo/2004/11/eu_vou_ver"><font>pela utiliza&ccedil;&atilde;o de argumentos de &laquo;sedu&ccedil;&atilde;o&raquo; (exclusivos, contactos privilegiados, viagens, prendas; chantagem com a concorr&ecirc;ncia)</font></a></p>
	<p><font>- pela via financeira (corrup&ccedil;&atilde;o); este acaba sempre por ser um mau caminho (comprar um apenas, um em cada, e se este falha ou é substituído na redac&ccedil;&atilde;o; dá nas vistas? E se o próprio denuncia; como se chega a um jornalista corrupto; quanto custo? Sabe-se?)</font></p>
	<p><font>A corrup&ccedil;&atilde;o dos jornalistas faz parte da mitologia dos empreendedores: uma famosa frase de Bernard Tapie (para qu&ecirc; comprar um jornal quando se pode comprar um jornalista?&rdquo;) ou daquele político brasileiro que disse: n&atilde;o d&ecirc;s notícias a um jornalista que quer dinheiro nem dinheiro a um jornalista que quer notícias&#8230; </font></p>
	<p><font>7) COMO DEVEM LIDAR OS JORNALISTAS COM ESTA REALIDADE? </font></p>
	<p><font>Em face da impunidade, espírito crítico e independente, duvidar, testar; quem mente uma mente duas, confirmar&#8230; enquanto n&atilde;o houver um sistema mais correcto de funcionamento&#8230; <strong>Mas será que o jornalista já se apercebeu que cada vez mais o assessor que lhe telefona ou lhe envia um documento o está (ou pode estar) a manipular?</strong> Será que o jornalista tem a consci&ecirc;ncia que é interveniente num processo de factura&ccedil;&atilde;o, de vendas, de campanhas promocionais (aumentando a aten&ccedil;&atilde;o e redobrando as defesas) ou continua apenas a pensar que o mais importante é obter aquela notícia em primeira m&atilde;o??? Se pensa assim vai correr mal&#8230; </font></p>
	<p><font>Os jornalistas t&ecirc;m de se habituar a um novo tipo de raciocínio: quem lhes liga, chame-se o que se chamar, n&atilde;o é o inocente, funcionário ou colaborar, que pretende que ver publicadas umas notícias; quem lhes liga é um agente participativo numa estratégia concertada, nada inocente portanto, que está envolvido em várias fases do processo;</font></p>
	<p><font>Para os jornalistas é fundamental ter a capacidade de manter uma atitude crítica, de publicar ou n&atilde;o, de dar mais ou menos destaque, de dizer bem ou dizer mal, de procurar outro &acirc;ngulo. SER INDEPENDENTE E CRÍTICO (e desconfiar sempre dos assessores ou do que estes lhe prop&otilde;em, sem que isso signifique recusar)&hellip; </font></p>
</font>
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/12/17/aula-11/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Aula 10</title>
		<link>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/12/10/aula-10/</link>
		<comments>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/12/10/aula-10/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Dec 2007 18:32:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
	<category>Sumários</category>
		<guid>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/12/10/aula-10/</guid>
		<description><![CDATA[	
Sumário: Ética e deontologia na assessoria de imprensa I - o &laquo;vai e vem&raquo; e a promiscuidade
	1) (como já se viu) A assessoria de imprensa é a disciplina das Rela&ccedil;&otilde;es Públicas que se destina a estabelecer rela&ccedil;&otilde;es com os jornalistas; é a assessoria que se coloca entre os jornalistas e os protagonistas, com o objectivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div><font color="#000000">
<p>Sumário: Ética e deontologia na assessoria de imprensa I - o <strong>&laquo;vai e vem</strong>&raquo;<strong> e a promiscuidade</strong></p>
	<p class="MsoNormal">1) (como já se viu) A assessoria de imprensa é a disciplina das Rela&ccedil;&otilde;es Públicas que se destina a estabelecer rela&ccedil;&otilde;es com os jornalistas; é a assessoria que se coloca entre os jornalistas e os protagonistas, com o objectivo de conseguir para estes a veicula&ccedil;&atilde;o de mensagens positivas através daqueles: </p>
	<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">2) Destinando-se a estabelecer rela&ccedil;&otilde;es com os jornalistas, com o objectivo de os convencer do mérito das suas mensagens (que eles as publiquem&hellip;), o jornalismo torna-se o campo de recrutamento ideal para a assessoria de imprensa. Ninguém, melhor do que ex-jornalistas, sabe o que querem/como pensam os jornalistas &ndash; o que é e o que n&atilde;o&nbsp;é notícia e como é que pode ser notícia;</p>
	<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">3) O vai-e-vem entre jornalismo e rela&ccedil;&otilde;es públicas é um problema sem resolu&ccedil;&atilde;o até agora em Portugal (coloca problemas éticos, mas n&atilde;o tanto deontológicos, uma vez que nada o impede, desde que a carteira profissional seja entregue na CCPJ ao come&ccedil;ar a exercitar a assessoria de imprensa); O jornalismo só é incompatível se exercido em simult&acirc;neo (estatuto do jornalista; art 3&ordm;) </p>
	<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">4) Proposta de altera&ccedil;&atilde;o do Estatuto do Jornalista prev&ecirc; mudan&ccedil;a, criando um período de quarentena (<a title="http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/973C87CD-4759-4A3F-8697-D9A20F01BB38/0/Prop_Estatuto_Jornalista.pdf" href="http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/973C87CD-4759-4A3F-8697-D9A20F01BB38/0/Prop_Estatuto_Jornalista.pdf" target="_blank">ponto 6 do artigo 3&ordm;</a>); Há, contudo, quem defenda que <a title="http://irrealtv.blogspot.com/2006/06/se-eles-j-o-fazem-nos-media-por-que-no.html" href="http://irrealtv.blogspot.com/2006/06/se-eles-j-o-fazem-nos-media-por-que-no.html">a incompatibilidade devia ser permanente</a>.</p>
</font><br />
<p class="MsoNormal">&laquo;<em><a href="http://irrealtv.blogspot.com/2006/06/mas-esta-absoluta-promiscuidade-chegou.html" target="_self">No passado, insurgi-me várias vezes e publicamente contra o facto de haver supostos &laquo;jornalistas&raquo; que eram simultaneamente articulistas de opini&atilde;o em jornais como o Expresso e patr&otilde;es de ag&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o. Mas esta absoluta promiscuidade chegou a receber o apoio da classe, com o próprio Sindicato dos Jornalistas a propor que se equiparassem os profissionais das ag&ecirc;ncias a jornalistas, com carteira profissional e tudo.</a></em>&raquo;</p>
<font color="#000000" /><font color="#000000"><br />
<p class="MsoNormal">5) Problemas éticos: alguém que trabalha como assessor de um político vai depois entrevistá-lo como jornalista? O grau de condicionamento ou depend&ecirc;ncia; A informa&ccedil;&atilde;o privilegiada, obtida noutro &acirc;mbito, será legítima? <a title="http://www.clubedejornalistas.pt/DesktopDefault.aspx?tabid=239" href="http://www.clubedejornalistas.pt/DesktopDefault.aspx?tabid=239" target="_blank">Um exemplo</a>.&nbsp;Gera-se uma situa&ccedil;&atilde;o de <a href="http://irrealtv.blogspot.com/2006/07/vai-assessor-vem-jornalista-act.html" target="_self">promiscuidade</a>.</p>
	<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">6) A quest&atilde;o da depend&ecirc;ncia: o lugar de assessor, sobretudo na política, pressup&otilde;e uma quest&atilde;o de <strong>confian&ccedil;a pessoal</strong> (provavelmente mais do que profissional, embora possam acontecer <a href="http://livrovirtual.weblog.com.pt/arquivo/2006/01/sampaio_no_diario_economico" target="_self">casos destes</a>), que se revela em cumplicidades e comprometimento; quanto mais confian&ccedil;a, quanto mais cumplicidade, mais dentro das quest&otilde;es &ndash; incluindo as mais melindrosas &ndash; estará o assessor; </p>
	<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">7) As rela&ccedil;&otilde;es públicas s&atilde;o uma actividade desregulamentada (ao contrário do jornalismo), o que se reflecte em diversos factores, como o do vai-e-vem ou do próprio nome dos assessores (directores de comunica&ccedil;&atilde;o, portavozes; consultores de comunica&ccedil;&atilde;o)</p>
	<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">8) Se as empresas de rela&ccedil;&otilde;es públicas ainda reivindicam um código de ética, os assessores individuais est&atilde;o por sua conta e risco: podem fazer o que entenderem, porque ninguém os escrutina&hellip;</p>
	<p class="MsoNormal">
	<p class="MsoNormal">9) Importa refor&ccedil;ar esta ideia, já várias posta em prática: o conceito de assessor clássico (aquele que elabora &ldquo;press releases&rdquo; e fala com os jornalistas) está ultrapassado; é redutor; o assessor &ndash; como se&nbsp;verá em próximas aulas&nbsp;&ndash; é sobretudo um estratega de comunica&ccedil;&atilde;o. Ou seja, está no núcleo restrito que tem responsabilidades na detec&ccedil;&atilde;o das necessidades/objectivos até &agrave; monitoriza&ccedil;&atilde;o do impacto (está em todas as fases). Poucos s&atilde;o os que n&atilde;o idealizam uma estratégia de comunica&ccedil;&atilde;o (uma ou mais do que uma&hellip;), fazendo parte integrante dela; </p>
	<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">10) Jornalistas t&ecirc;m de se habituar a um novo tipo de raciocínio: quem lhes liga, chama-se o que se chamar, n&atilde;o é o inocente, funcionário ou colaborador, que pretende publicar umas notícias; quem lhes liga é um agente participativo numa estratégia concertada, nada inocente portanto, que está envolvido em várias fases do processo &ndash; quando mais ambiciosa for a entidade representada ou a iniciativa em causa menos inocente é o contacto; (ou seja, designar assessor até pode ser muito redutor) O jornalista é inocente ou tem consci&ecirc;ncia? &Agrave; medida que as estratégias de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais complexas também s&atilde;o mais subtis, mais dissimuladas; para que o jornalista n&atilde;o perceba e n&atilde;o aumente as defesas (n&atilde;o desconfie); ora &ndash; voltando ao princípio &ndash; quanto mais dissimulada precisar de ser uma campanha, mais subtil, mais precisa desde o início da interven&ccedil;&atilde;o dos assessores na sua defini&ccedil;&atilde;o, logo na origem! &nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">11) Outsourcing: Algumas entidades optam pela contrata&ccedil;&atilde;o n&atilde;o de um assessor mas de uma empresa de conselho em comunica&ccedil;&atilde;o (rela&ccedil;&otilde;es públicas), que apresenta várias vantagens e desvantagens (a possibilidade de integrar várias pessoas /compet&ecirc;ncias no processo versus a confian&ccedil;a pessoal). Em muitas circunst&acirc;ncias, as entidades t&ecirc;m um assessor (com este ou outro nome), que faz a liga&ccedil;&atilde;o com a administra&ccedil;&atilde;o, e uma empresa contratada (depende das necessidades/ambi&ccedil;&otilde;es); </p>
	<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">Uma lista de textos e casos:</p>
	<p class="MsoNormal"><a href="http://irrealtv.blogspot.com/2006/07/vai-assessor-vem-jornalista-act.html">http://irrealtv.blogspot.com/2006/07/vai-assessor-vem-jornalista-act.html</a></p>
</font></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/12/10/aula-10/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Aula 9</title>
		<link>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/12/03/aula-9/</link>
		<comments>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/12/03/aula-9/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 Dec 2007 18:13:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
	<category>Sumários</category>
		<guid>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/12/03/aula-9/</guid>
		<description><![CDATA[	Sumário: A comunica&ccedil;&atilde;o e a gest&atilde;o das crises (falar verdade)
	1) CONTEXTO: 
	Até agora vimos como o assessor tenta controlar os fluxos de informa&ccedil;&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o daquilo que vai acontecendo, daquilo que ele vai preparando, dos objectivos da organiza&ccedil;&atilde;o; 
	- Vamos ver agora uma situa&ccedil;&atilde;o em que o fluxo informativo (ou seja, aquilo que acontece) n&atilde;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Sumário: A comunica&ccedil;&atilde;o e a gest&atilde;o das crises (falar verdade)</p>
	<p>1) CONTEXTO: </p>
	<p>Até agora vimos como o assessor tenta controlar os fluxos de informa&ccedil;&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o daquilo que vai acontecendo, daquilo que ele vai preparando, dos objectivos da organiza&ccedil;&atilde;o; </p>
	<p>- Vamos ver agora uma situa&ccedil;&atilde;o em que o fluxo informativo (ou seja, aquilo que acontece) n&atilde;o pode ser controlado &ndash; N&Atilde;O PODE SER PREVISTO; em que os protagonistas s&atilde;o apanhados desprevenidos com algo que aconteceu sem depender deles; </p>
	<p>HÁ DUAS FORMAS DE REAGIR PERANTE UMA ADVERSIDADE: </p>
	<p>- através das técnicas conhecidas como comunica&ccedil;&atilde;o de crise (Enfrentá-la com sinceridade e disponibilidade para colaborar) </p>
	<p>- através de manobras de bastidores (Mentir e/ou desviar as aten&ccedil;&otilde;es para outros factos) <em>(segundo semestre</em>);</p>
	<p>Neste contexto interessa-nos a <strong>COMUNICA&Ccedil;&Atilde;O de CRISE</strong>, uma disciplina das rela&ccedil;&otilde;es públicas (que quase todas as empresas oferecem, embora umas se possam considerar mais especialistas do que outras). </p>
	<p>O que nos ensina a Comunica&ccedil;&atilde;o de Crise é que perante situa&ccedil;&otilde;es de adversidade, compensa mais enfrentar o caso, assumir e reconhecer (e se n&atilde;o houver culpas próprias, tendo a certeza, potenciar isso). Esta recomenda&ccedil;&atilde;o é fundamental sempre que a crise em que estamos envolvidos tenha cobertura mediática. Ter em aten&ccedil;&atilde;o que a mentira, uma vez descoberta, tem um efeito muito negativo. E que negar colabora&ccedil;&atilde;o é sempre suspeito.</p>
	<p>2) IDEIAS SOBRE A COMUNICA&Ccedil;&Atilde;O DE CRISE: </p>
	<p><em>&ldquo;Só há dois tipos de empresas ou de empresários: os que tiveram um problema e os que v&atilde;o ter&rdquo;</em>. </p>
	<p>- N&atilde;o se pode mesmo prever? É uma quest&atilde;o fundamental: de certa forma, pode! Pode preparar-se, antecipar-se a forma como devemos reagir. É isso a comunica&ccedil;&atilde;o de crise (quer antes quer depois, mas sobretudo depois de ter acontecido)&hellip; </p>
	<p>- Isto significa que há que saber como lidar com elas, elas v&atilde;o acontecer; provavelmente n&atilde;o se sabe quais, mas deve saber-se o que fazer quando isso acontecer; é possível antecipar formas de reagir, de intervir em momento de crise (n&atilde;o é quando as coisas acontecem que se vai pensar como fazer, o como há-de estar preparado, o que é que n&atilde;o se faz). Neste caso, &ldquo;mais vale prevenir do que remediar&rdquo;, uma vez que nenhuma empresa ou protagonista está imune (embora algumas &ndash; com mais responsabilidades públicas ou em áreas mais sensíveis &ndash; sejam ainda mais previsiveis: uma fabrica de pirotecnia, que n&atilde;o contacta com o publico, de pequena dimens&atilde;o, pode n&atilde;o estar interessada em desenvolver um plano de crise); </p>
	<p>- Comunica&ccedil;&atilde;o de crise é tudo aquilo que se faz na sequ&ecirc;ncia de uma situa&ccedil;&atilde;o adversa (geralmente, bastante adversa: o inc&ecirc;ndio numa fabrica, o esc&acirc;ndalo do candidato, o atentado bombista, a demiss&atilde;o do ministro, o produto estragado que mata várias pessoas) para posicionar a vers&atilde;o do protagonista atingido, garantir a sua interven&ccedil;&atilde;o nos meios e transmitir uma posi&ccedil;&atilde;o de abertura, transpar&ecirc;ncia (uma vez que a sua posi&ccedil;&atilde;o está fragilizada e a aten&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o pública /meios de comunica&ccedil;&atilde;o é muito maior); </p>
	<p>Regra essencial da Comunica&ccedil;&atilde;o de Crise: Nunca Mentir: &ldquo;a verdade vem sempre &agrave; superfície&rdquo; </p>
	<p>- Pior do que as consequ&ecirc;ncias de uma crise é as consequ&ecirc;ncias de n&atilde;o reagir &agrave; crise: deixar queimar em lume brando, aumentar as suspeitas, calúnias, sem reagir, aumentar as críticas, rumores; mina as rela&ccedil;&otilde;es de credibilidade e confian&ccedil;a entre empresa e clientes/fornecedores ou do político com a opini&atilde;o pública; &ldquo;n&atilde;o temos nada a dizer&rdquo; Est&atilde;o a esconder alguma coisa&hellip; &ldquo;quem n&atilde;o deve n&atilde;o teme&rdquo;&hellip; </p>
	<p>&ldquo;<em>Um optimista v&ecirc; uma oportunidade em cada calamidade; um pessimista v&ecirc; uma calamidade em cada oportunidade</em>&rdquo; Winston Churchill (fala da quest&atilde;o de saber reagir, de n&atilde;o deixar cair os bra&ccedil;os em cada calamidade, de n&atilde;o desistir, mas de reagir, de contrariar, de dar a volta)</p>
	<p><strong>3) A GEST&Atilde;O DA CRISE:</strong> </p>
	<p>- A crise come&ccedil;a antes da crise; prepara&ccedil;&atilde;o e previs&atilde;o s&atilde;o importantes; n&atilde;o resolvem, mas ajudam, n&atilde;o evitam, mas atenuam, n&atilde;o solucionam mas refor&ccedil;am; a crise é sempre desconhecida, mas há coisas que se podem fazer (o melhor improviso é o escrito): uma empresa de leite pode, até, antecipar alguns tipos de crises prováveis ou previsíveis, como o envenenamento, deteriora&ccedil;&atilde;o do produto, sabotagem, etc; </p>
	<p>- Um consultor que já tenha lidado com crises saberá lidar melhor, nomeadamente na resolu&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es básicas, até porque rapidez de condi&ccedil;&atilde;o necessária (LPM: &ldquo;se <em>a assessoria de imagem é geralmente uma maratona, em situa&ccedil;&otilde;es de crise somos for&ccedil;ados a fazer tudo num sprint de 100 metros</em>&rdquo; - cita&ccedil;&atilde;o pág.114); </p>
	<p>- A prepara&ccedil;&atilde;o evita a dramatiza&ccedil;&atilde;o do momento de SURPRESA/P&Acirc;NICO; lida-se com naturalidade, avan&ccedil;a-se logo para o tratamento; </p>
	<p>- As principais empresas portuguesas e mundiais t&ecirc;m especialistas em &ldquo;auditorias de preven&ccedil;&atilde;o&rdquo; e manuais de prepara&ccedil;&atilde;o; a previs&atilde;o n&atilde;o é tudo (porque há sempre muitos imponderáveis), mas é importante para limitar os danos, circunscrever os riscos; </p>
	<p>- LPM: &ldquo;<em>Devemos ser rápidos, devemos dizer tudo e devemos ser rigorosos</em>&rdquo; </p>
	<p>- Empresas tendem a elaborar um manual de gest&atilde;o de crises e de um gabinete, para uma resposta célere (duas da manh&atilde;, quem encontrar? Com quem falar nos órg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social), características da resposta, pormenores </p>
	<p>&ndash; &ldquo;<em>Mais vale prevenir do que remediar</em>&rdquo;;</p>
	<p>- A gest&atilde;o de crise implica preparar actividades e princípios antes do evento (implica conhecer os públicos da empresa e a própria organiza&ccedil;&atilde;o, detectar riscos, o tal manual de crise) </p>
	<p>- Do livro de LPM (&ldquo;Schiu, está aqui&hellip;&rdquo;) algumas recomenda&ccedil;&otilde;es essenciais: </p>
	<p>- um único porta-voz (com determinadas a características, ser calmo, n&atilde;o reagir em excesso, n&atilde;o ser especulativo; deve ser humano e sensível); </p>
	<p>- criar um centro de imprensa (espa&ccedil;o onde sejam canalizadas todas as informa&ccedil;&otilde;es disponíveis e prestadas todas as declara&ccedil;&otilde;es, próximo do centro de opera&ccedil;&otilde;es) </p>
	<p>- divulgar tudo ao mesmo tempo, para todos (sem privilégios) e cuidado com a gest&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o: em certos casos, quanto mais cedo se der melhor, noutros é desejável guardar trunfos; </p>
	<p>- &laquo;media training&raquo; (para entrevistas, televis&atilde;o, discursos); </p>
	<p>- estar sempre do lado das autoridades, a tentar demonstrar que est&atilde;o resolver o problema (é do lado dos bombeiros que a comunica&ccedil;&atilde;o social se coloca), </p>
	<p>- Manual de crise: é um documento que descreve todos os passos essenciais que uma empresa deve dar na gest&atilde;o de uma situa&ccedil;&atilde;o adversa: desde a lista de contactos dos responsáveis e quadros superiores e técnicos, &agrave;s linhas de emerg&ecirc;ncia, passando pela informa&ccedil;&atilde;o corporativa da empresa &ndash; saber como se chama a telefonista para vir trabalhar, hipóteses de porta-vozes alternativos;</p>
<font /><font>
<p><font>4) UM CASO:</font></p>
	<p><font>O caso espanhol do 11-M: em vésperas de elei&ccedil;&otilde;es, e quando todas as sondagens davam a vitória minoritária do PP, há um atentado bombista, com muitos mortos;<br />UMA CRISE. O PP entende potenciar o atentado, atribuindo-o &agrave; ETA, empenhando-se nesse objectivo, mas sem nenhum dado que o suporte (manipulando os jornais); entretanto, come&ccedil;am a sair notícias sobre a pista bombista; o governo mantém a ETA; as pessoas percebem que foram enganadas, que lhes mentiram; os jornais que foram manipulados denunciam (El Pais) a fonte &ndash; o próprio primeiro-ministro; mais certeza de que foram enganados. O resultado viu-se &ndash; uma derrota que ninguém esperava.</font></p>
	<p><font><strong>5) EM RESUMO:</strong> o que fazer perante uma crise, o aparecimento de um problema grave (daqueles onde n&atilde;o é possível ficar indiferente ou deixar andar): &ldquo;só há dois tipos de empresários, os que já tiveram ou que v&atilde;o ter um problema&rdquo;; pode n&atilde;o se saber quais, mas sabe-se que v&atilde;o existir; por isso pode-se estar preparado minimamente para reposicionar a vers&atilde;o do protagonista atingido, garantir a sua interven&ccedil;&atilde;o nos meios e transmitir uma posi&ccedil;&atilde;o de abertura (transpar&ecirc;ncia) É a comunica&ccedil;&atilde;o de crise (aquilo que é feito para limitar os danos); </font><a href="http://chineseculture.about.com/library/symbol/blcc_crisis.htm"><font>os caracteres chineses de crise</font></a><font>;</font></p>
<strong><u><font>De qualquer forma, uma coisa é o que está nos livros (a teoria) outra aquilo que acontece na prática &ndash; sobretudo na política (mas n&atilde;o só) é difícil ser t&atilde;o &laquo;puro&raquo; quando se trata de crises; além da tenta&ccedil;&atilde;o ser optar pela &laquo;desinforma&ccedil;&atilde;o&raquo;, as regras da comunica&ccedil;&atilde;o de crise raramente s&atilde;o levadas &agrave; risca.<br /></font></u></strong>
<p><font>Um texto de </font><a href="http://www.luispaixaomartins.net/arquivo03portascrise.htm"><font>Luis Paix&atilde;o Martins</font></a><font>, que considera que &laquo;Comunica&ccedil;&atilde;o da Crise é a disciplina mais complexa do Marketing Institucional e aquela cujo balan&ccedil;o encerra sempre um saldo de frustra&ccedil;&atilde;o&raquo; (http://www.luispaixaomartins.net/home.htm) </font></p>
	<p><font>Da bibliografia obrigatória: Lampreia, J. Martins (org) &ndash; Gest&atilde;o de crise &ndash; uma perspectiva europeia, Hugin, Lisboa, 2003. </font><a href="http://oquesepassa.no.sapo.pt/EC%20notas%20livro%20GestãoCrise.htm"><font>Notas sobre o livro</font></a><font>.</font></p>
</font>
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/12/03/aula-9/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Aula 8</title>
		<link>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/11/25/aula-8/</link>
		<comments>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/11/25/aula-8/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Nov 2007 11:55:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
	<category>Sumários</category>
		<guid>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/11/25/aula-8/</guid>
		<description><![CDATA[	Sumário: Aula prática sobre a constru&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de press releases
	1) Recapitula&ccedil;&atilde;o das ideias essenciais sobre o press release (a sua import&acirc;ncia, o seu significado e as suas características)
	2) Será pedido aos alunos que formem grupos de dois ou tr&ecirc;s elementos e que, a partir de um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o comuns a todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Sumário: <strong>Aula prática sobre a constru&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de press releases</strong></p>
	<p>1) Recapitula&ccedil;&atilde;o das <strong>ideias essenciais sobre o press release</strong> (a sua import&acirc;ncia, o seu significado e as suas características)</p>
	<p>2) Será pedido aos alunos que formem grupos de dois ou tr&ecirc;s elementos e que, a partir de um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o comuns a todos e que s&atilde;o fornecidas pelo docente, <strong>elaborem o seu press release (podem acrescentar ou cortar algumas das informa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o dadas);</strong></p>
	<p>3) Será pedido também que <strong>respondam por escrito</strong> as estas tr&ecirc;s quest&otilde;es:</p>
	<p>a) incluiriam ou n&atilde;o a <strong>foto</strong> na difus&atilde;o? Porqu&ecirc;?</p>
	<p>b) o que poderia tornar este press release (este acto de comunica&ccedil;&atilde;o) <strong>criativo </strong>(um exemplo)? </p>
	<p>c) quem seriam os <strong>públicos-alvo</strong> deste press release? Todos os jornalistas?</p>
	<p>4) Este exercício deverá estar concluído até &agrave;s 9h30, altura em que será feita uma <strong>correc&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o relacionada com o que foi proposto pelos (grupos de) alunos</strong> (na aula seguinte o exercicio será devolvido aos alunos);</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/11/25/aula-8/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Aula 7</title>
		<link>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/11/18/aula-7/</link>
		<comments>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/11/18/aula-7/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2007 09:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
	<category>Sumários</category>
		<guid>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/11/18/aula-7/</guid>
		<description><![CDATA[	Sumário: a prepara&ccedil;&atilde;o e a difus&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es por parte do assessor de imprensa (o &#8216;press release&#8217;)
	1) Na aula anterior vimos o assessor como aquele que elabora as informa&ccedil;&otilde;es e as distribui aos jornalistas (entre outras fun&ccedil;&otilde;es, genericamente, aquele que intermedeia a rela&ccedil;&atilde;o entre protagonista e jornalista); 
	2) O &#8216;press release&#8217; é, entre tudo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><strong>Sumário: a prepara&ccedil;&atilde;o e a difus&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es por parte do assessor de imprensa (o &#8216;press release&#8217;)</strong></p>
	<p>1) Na aula anterior vimos o assessor como aquele que elabora as informa&ccedil;&otilde;es e as distribui aos jornalistas (entre outras fun&ccedil;&otilde;es, genericamente, aquele que intermedeia a rela&ccedil;&atilde;o entre protagonista e jornalista); </p>
	<p>2) O &#8216;press release&#8217; é, entre tudo o que pode fazer um assessor de imprensa, aquilo que tem mais valor simbólico e histórico (mas n&atilde;o é nem de perto nem de longe o trabalho do assessor e cada vez o é menos);</p>
	<p>3) Na elabora&ccedil;&atilde;o de uma estratégia de comunica&ccedil;&atilde;o e posteriormente na sua concretiza&ccedil;&atilde;o (o plano de comunica&ccedil;&atilde;o) há-de haver uma parte importante de assessoria mediática, de trabalho junto dos jornalistas; o contacto com os jornalistas implica sempre passar-lhes informa&ccedil;&atilde;o, <strong>a nossa informa&ccedil;&atilde;o</strong>; e como a queremos credível e bem utilizada deve ser escrita, precisa de ter suporte; aqui entra um instrumento importante, o press release. </p>
	<p>4) <strong>Press Release</strong>: a nota de imprensa, o comunicado, a informa&ccedil;&atilde;o elaborada pela institui&ccedil;&atilde;o interessada em <strong>convencer</strong> (informar) o jornalista (via assessor ou empresa de comunica&ccedil;&atilde;o), através do qual divulga as suas posi&ccedil;&otilde;es:</p>
	<p>-&nbsp;escrita/redigida em linguagem jornalística (isto é, com título, pir&acirc;mide invertida e selec&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es mais importantes de acordo com critérios jornalísticos; curto, com frases curtas, linguagem concreta e recorrendo a diferentes géneros, como a notícia ou a entrevista; títulos); é um texto informativo distribuído &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o social por uma entidade/institui&ccedil;&atilde;o; </p>
	<p>- Sobre o (papel do)s títulos: na &ldquo;selva&rdquo; que é quantidade de PR existentes (todas as&nbsp;organiza&ccedil;&otilde;es querem comunicar) <strong>o título é fundamental; n&atilde;o há muito tempo para ir ao desenvolvimento</strong>; o título deve prender &ndash; mais do que a aten&ccedil;&atilde;o do leitor &ndash; a aten&ccedil;&atilde;o do jornalista;</p>
	<p>- com elementos (credibilizadores) de contacto (telefones, email); </p>
	<p>- com possibilidade de incluir elementos de &#8216;background&#8217; ou remeter para outras liga&ccedil;&otilde;es; Um <a href="http://www.gesventure.pt/vcit2007/press_release/pr_20_04_2007.htm" target="_self">exemplo</a>.</p>
	<p>- A credibilidade do PR: se o objectivo é que d&ecirc; uma notícia, ent&atilde;o precisa mesmo de ser credível; <strong>deve citar alguém</strong>, deve ter elementos credibilizadores (de quem manda e de quem intervém); </p>
	<p>- Também por isso n&atilde;o deve ser propagandístico (exagerado); </p>
	<p>(visualiza&ccedil;&atilde;o de alguns press releases na aula)</p>
	<p><span>- Em terminadas circunst&acirc;ncias, quase excepcionais,&nbsp;<strong>o press release pode n&atilde;o ser escrito como uma notícia</strong>, dependendo o objectivo (se a inten&ccedil;&atilde;o é que os jornalistas recebam a informa&ccedil;&atilde;o com mais rigor e tenham <strong>toda</strong> a informa&ccedil;&atilde;o, ou para a tratar ou para a publicar assim). Eis <a href="http://www.min-financas.pt/comunicados/2007/070724_2.pdf" target="_self">um exemplo</a>. Mesmo nesta excep&ccedil;&atilde;o, em que n&atilde;o há uma &#8216;pir&acirc;mide invertida e um lead&#8217;, as outras regras mantém-se válidas;</span></p>
	<p>5) <strong>Contra os press releases massificantes</strong> (luta pelo espa&ccedil;o mediático) O objectivo de cada assessor quando elabora um PR é que <strong>seja publicada a sua vers&atilde;o</strong>; se o jornalista a publica tal e qual é uma vitória (porque se o principal objectivo é PERSUADIR, entra a persuas&atilde;o toda, porque o PR é promocional, é uma espécie de <em>publicidade</em>); se a adapta, respeitando partes, já n&atilde;o é mau; se a ignora, fracassou (pelo menos directamente, poderá ficar uma &ldquo;semente&rdquo;, mas já é difícil de avaliar); </p>
	<p>6) <strong>DISCURSOS</strong>: se o assessor manda um discurso, vai obrigar a tratamento jornalístico; se n&atilde;o há tempo/interesse a notícia já n&atilde;o sai (e se sai já n&atilde;o é como o assessor queria&hellip;); ent&atilde;o deve mandar o discurso, além de ir na íntegra, com algum tratamento; mandar dez páginas?? A n&atilde;o ser que o jornalista pe&ccedil;a expressamente ou haja duvidas Jornalista deve tratar estes comunicados como fonte e n&atilde;o como informa&ccedil;&atilde;o pronta a publicar; mas a realidade por vezes desmente isso mesmo; o assessor de imprensa deve ter em conta a atitude prévia de desconfian&ccedil;a do jornalista, para assim se proteger melhor; <strong>Também pode ser o assessor a elaborar o discurso</strong> (que há-de obedecer a alguns cuidados de linguagem, distribui&ccedil;&atilde;o da mensagem e persist&ecirc;ncia da mensagem, embora n&atilde;o tanto jornalísticos);</p>
	<p>7) Outras formas de comunica&ccedil;&atilde;o por parte do assessor:</p>
	<p>- As <strong>newsletters</strong>: um jornal de press releases (boletins internos) e revistas; páginas na net/blogues; </p>
	<p>- <strong>Confer&ecirc;ncias de imprensa</strong>: a outra forma &ndash; preferencial &ndash; de contactar os jornalistas é através da convoca&ccedil;&atilde;o de confer&ecirc;ncias de imprensa (forma clássica: corresponde &agrave; entrevista colectiva, mas a própria defini&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e que haja interesse/curiosidade dos jornalistas e que n&atilde;o seja apenas unilateral); Confer&ecirc;ncias de imprensa: a <em>selva</em> n&atilde;o é apenas relativamente aos PR; também as confer&ecirc;ncias de imprensa est&atilde;o em queda; antigamente eram a principal forma de contacto entre protagonistas e jornalistas, das fontes transmitirem em &#8216;on&#8217; as suas informa&ccedil;&otilde;es; mas o excesso de confer&ecirc;ncias de imprensa teve efeitos negativos, os jornalistas deixaram de ir (e consequentemente as informa&ccedil;&otilde;es deixariam de aparecer nos OCS); é preciso mais cuidado ao eleger os momentos realmente importantes e perceber que <strong><font color="#ff0066">há outras formas de fazer chegar as informa&ccedil;&otilde;es aos jornalistas &ndash; contacto estreito/directo com os jornalistas, PR criativos, publicar em exclusivo informa&ccedil;&otilde;es seleccionadas;</font></strong></p>
	<p>- <strong>PR criativo</strong> (também chamado de &#8216;press kit&#8217;, embora este pressuponha a exist&ecirc;ncia de outros suportes para além do suporte em papel ou email); a ideia do PR criativo&nbsp;passa por chamar a aten&ccedil;&atilde;o, pela novidade/originalidade, do jornalista, entre muitos PRs que chegam; o press kit é uma forma mais sofisticada, com mais impacto, com mais conteúdo; também coloca o problema do <strong>excesso de informa&ccedil;&atilde;o</strong>, que é um dos mais graves que se apresentam actualmente, mas isso pode ser resolvido, incluindo &ndash; além da <em>tralha</em> &ndash; o essencial; o press kit tem uma lógica de oferta, de sedu&ccedil;&atilde;o&hellip; Qual é a diferen&ccedil;a entre um PR criativo e um press kit: um press kit tem sempre mais informa&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o complementer e pode incluir um press release, umpress release criativo é ele apenas&hellip;</p>
	<p>- <strong>fugas de informa&ccedil;&atilde;o e exclusivos</strong>;</p>
	<p>8) Tudo isto visa conseguir o espa&ccedil;o para o nosso protagonista, uma vez que muito do trabalho do assessor se resume a lutar pelo espa&ccedil;o mediático, a luta por um lugar ao sol na selva das informa&ccedil;&otilde;es (<strong>s&atilde;o raz&otilde;es para o assessor ter sido jornalista)</strong>;</p>
	<p>9) <strong>A difus&atilde;o:</strong> deve ser personalizada, individualizada e rápida; é importante saber a quem se manda, saber que há jornalistas mais vocacionados do que outros para aquele assunto, saber que uma informa&ccedil;&atilde;o se pode perder porque foi para a pessoa errada; convém conhecer os meandros de cada redac&ccedil;&atilde;o, as especificidades de cada (pelo menos das principais): <em>é para o director, para o chefe de redac&ccedil;&atilde;o, para o editor da sec&ccedil;&atilde;o, para o jornalista especialista, para o colaborador? </em>Os mecanismos de poder em cada OCS variam e t&ecirc;m subtilezas específicas&hellip; Um mailing actualizado e inteligente é uma mais valia&hellip; </p>
	<p>10)&#8230; isto remete-nos para a Internet: As muitas potencialidades que a <strong>Internet</strong> oferece na&nbsp;rapidez&nbsp;de envio, na personaliza&ccedil;&atilde;o (mandar&nbsp;determinada mensagem&nbsp;de uma forma, diferente da anterior ou da próxima, porque se trata de destinatários diferente), menores custos, diversidade; mas também há perigos: excesso de mensagens, <em>spam</em>, n&atilde;o serem bem dirigidos (o assunto tem de ser concreto; bem elaborado), porque só se l&ecirc; o título no &#8216;outlook&#8217;; </p>
11) <strong>Em resumo: o PR n&atilde;o passou de moda nem de utilidade</strong> (adaptou-se aos novos tempos quando se trata da sua difus&atilde;o); continua a ser um instrumento importante como suporte ou convocatória, desde que&nbsp;bem feito (por isso um jornalista a faz&ecirc;-lo é meio caminho andado, sabe do que se fala), sempre que possível criativo e rementendo as confer&ecirc;ncias de imprensa&nbsp;para situa&ccedil;&otilde;es de alguma (<em>muita&hellip;</em>) expectativa&hellip;
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/11/18/aula-7/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Aula 6</title>
		<link>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/11/11/aula-6/</link>
		<comments>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/11/11/aula-6/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 11 Nov 2007 11:12:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
	<category>Sumários</category>
		<guid>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/11/11/aula-6/</guid>
		<description><![CDATA[	Sumário: A assessoria de imprensa
	[trata-se de uma aula que serve, sobretudo, para: a) enquadrar e conhecer genericamente a actividade; b) lan&ccedil;ar as próximas cinco aulas, onde vários dos temas aqui tratados ser&atilde;o desenvolvidos em pormenor]
	1) Das diversas áreas/ferramentas das rela&ccedil;&otilde;es públicas, a assessoria de imprensa é provavelmente a mais conhecida.
	2) Basicamente, trata-se de intermediar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Sumário: A assessoria de imprensa</p>
	<p><span><em><font color="#0099cc"><strong>[trata-se de uma aula que serve, sobretudo, para: a) enquadrar e conhecer genericamente a actividade; b) lan&ccedil;ar as próximas cinco aulas, onde vários dos temas aqui tratados ser&atilde;o desenvolvidos em pormenor]</strong></font></em></span></p>
	<p><span>1) Das diversas áreas/ferramentas das rela&ccedil;&otilde;es públicas, <strong>a assessoria de imprensa é provavelmente a mais conhecida</strong>.</span></p>
	<p>2) Basicamente, trata-se de <strong>intermediar a rela&ccedil;&atilde;o entre protagonista e jornalista</strong>; esse intermediário é o assessor de imprensa.</p>
<span>3) O assessor <strong>é uma fonte directa de informa&ccedil;&atilde;o</strong>,&nbsp;se de alguma forma puder ser citado (e isso acontece por vezes, seja em &laquo;off&raquo; ou em &laquo;on&raquo;), <strong>ou indirecta</strong>, se nos remeter para outras fontes (o protagonista que representa, por exemplo);</span><span>
<p>4) Como em todas as actividades das rela&ccedil;&otilde;es públicas, a assessoria de imprensa <strong>pode ter outras designa&ccedil;&otilde;es</strong> (assessor/ia mediático/a; adido de imprensa no caso das embaixadas; assessor de comunica&ccedil;&atilde;o, etc.); assiste-se cada vez mais a uma &laquo;complexifica&ccedil;&atilde;o&raquo; da actividade, mas a designa&ccedil;&atilde;o mantém-se completamente válida na política.&nbsp;Seja como for&nbsp;- e mais uma vez - estamos a falar do mesmo: alguém que <strong>está entre</strong> os objectivos/necessidades do protagonista e os objectivos/necessidades do jornalista, dependendo do protagonista para realizar esses objectivos.</p>
</span>5) Algumas actividades do assessor de imprensa:
<p>- <strong>preparar materiais</strong> para serem divulgados pela comunica&ccedil;&atilde;o social através do jornalista (sejam preparados de acordo com as &laquo;regras&raquo; jornalísticas, chamados de <strong>&#8216;press releases&#8217; </strong><em>[aula própria]</em>, sejam <strong>discursos</strong>), seja em difus&atilde;o colectiva seja em difus&atilde;o seleccionada (exclusivos); por isso <strong>muitos dos assessores s&atilde;o antigos jornalistas </strong><em>[aula própria]</em>;</p>
	<p>- <strong>mediar a necessidade dos jornalistas contactarem com os protagonistas</strong> (e viceversa);</p>
- <strong>escolher a forma/momento como o protagonista comunica com os jornalistas</strong> (em contactos directos, pessoais ou telefónicos/internet, em situa&ccedil;&otilde;es individuais ou colectivas; em contactos indirectos, via assessor ou atraves de documentos jornalisticamente tratados ou n&atilde;o);
<p>- <strong>responder pelo protagonista</strong> (em nome deste ou como assessor de imprensa), definindo prioridades e gerindo a sua &laquo;agenda&raquo;; quase sempre em &laquo;off&raquo;;</p>
<span>- <strong>pensar e executar as estratégias de comunica&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o dos &laquo;hábitos&raquo; jornalísticos</strong> (adaptar a mensagem ao meio ou aos meios em concreto); elaborar os planos de comunica&ccedil;&atilde;o <em>[aula própria];</em>
<p>- <strong>reagir em momentos de crise </strong><em>[aula própria]</em>;</p>
</span>- <strong>estabelecer uma boa rela&ccedil;&atilde;o com os jornalistas</strong> e conhecer aqueles que - tematicamente - estabelecem uma rela&ccedil;&atilde;o profissional mais duradoura;
<p>6) O assessor de imprensa pode ser contratado individualmente (geralmente a tempo inteiro) pela entidade/protagonista, geralmente com <strong>vínculo precário</strong> (na política)&nbsp;ou o servi&ccedil;o pode ser fornecido por uma empresa de rela&ccedil;&otilde;es públicas (provavelmente já n&atilde;o a tempo inteiro; conceito de <strong>outsourcing);</strong> Sobretudo no caso da contrata&ccedil;&atilde;o individual, e para além da compet&ecirc;ncia técnica,<strong> é necessária alguma/muita confian&ccedil;a pessoal </strong><em>[aula própria]</em><strong>;</strong> </p>
	<p><strong>7) Quest&otilde;es ético-deontológicas na actividade do assessor de imprensa</strong>. Se é certo que há quem defenda que &laquo;<em>ao contrário do que pensa muita gente responsável, incluindo jornalistas, a profiss&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es públicas - e a assessoria de imprensa - regem-se por códigos de conduta e os seus profissionais vinculam-se a comportamentos éticos escrutináveis tanto no interior como no exterior do grupo que partilha o ofício</em>&raquo; (Oscar Mascarenhas, prefácio ao livro &laquo;A assessoria de imprensa nas rela&ccedil;&otilde;es públicas&raquo;, de J. Martins Lampreia, Lisboa, Europa-América, 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, 1999, pág. 9), a verdade é que a assessoria de imprensa está&nbsp;associada a comportamentos&nbsp;eticamente reprováveis: <strong>o assessor mente</strong>, ouve-se muitas vezes; o assessor trabalha para quem lhe paga (e n&atilde;o é o jornalista/a opini&atilde;o pública), o assessor manipula a realidade para conseguir&nbsp;mensagens favoráveis; A assessoria de imprensa, tal como todo o sector das rela&ccedil;&otilde;es públicas, <strong>n&atilde;o está regulamentada nem pressup&otilde;e&nbsp;o cumprimento de um código de ética </strong><em>[aula própria]</em>;</p>
	<p>8) A exist&ecirc;ncia de assessores de imprensa n&atilde;o depende da vontade dos jornalistas; mas se eles existem que sirvam para melhorar/facilitar a comunica&ccedil;&atilde;o; do ponto de vista dos jornalistas, <strong>é desejável uma rela&ccedil;&atilde;o profissional&nbsp;saudável</strong> (próxima no contacto; crítica na análise dos conteúdos);</p>
	<p>9) <strong>A rela&ccedil;&atilde;o é, muitas vezes, conflituosa</strong>: há interesses divergentes e o assessor - sobretudo na política, mas n&atilde;o só - como tem de mostrar resultados (sobretudo se &#8216;vestir a camisola&#8217;), acaba por, muitas vezes, usar de meios menos correctos para conseguir o que pretende: transformar a sua ideia/mensagem em notícia, conseguindo a intermedia&ccedil;&atilde;o/credibilidade/publicita&ccedil;&atilde;o jornalística. <em>[aula própria]</em></p>
	<p>[<font color="#3366cc"><em>Em Os Homens do Presidente os alunos t&ecirc;m estado a conhecer o papel do assessor de imprensa, quer nas suas fun&ccedil;&otilde;es quer em termos éticos/deontológicos quer também na sua rela&ccedil;&atilde;o com o protagonista/patr&atilde;o; <strong>em Os Homens do Presidente o assessor de imprensa deve ser entendido num sentido muito largo e vasto</strong>: assessor de imprensa n&atilde;o é apenas aquele que contacta, regularmente ou n&atilde;o, com os jornalistas, mas aquele que prepara os diversos tipos de mensagens que ir&atilde;o ser divulgadas no interesse desse protagonista (ver a defini&ccedil;&atilde;o dada no início da aula, a do intermediário); em Os Homens do Presidente, e neste contexto/conceito,&nbsp;assessores de imprensa s&atilde;o todos os que trabalham no departamento de comunica&ccedil;&atilde;o da Casa Branca: CJ Cregg, Toby Ziegler, Josh Lyman e Sam Seaborn, para referir os dos primeiros episódios</em></font>]</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estrategias0708.blogsome.com/2007/11/11/aula-6/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
	</channel>
</rss>
